Galeria

Momentos capturados com luz e ciência

Estudo de fotografia em alta velocidade.

Libélula registrada em projeto realizado na Amazônia. As expedições fotográficas são comuns na fotografia científica e de natureza e representam um dos momentos mais realizadores para o fotógrafo.

Jacarés e crocodilos têm uma diferença característica em suas mandíbulas - com a boca fechada, o crocodilo exibe seus dentes inferiores para fora da mandíbula (sobretudo o quarto dente), enquanto no jacaré os dentes ficam quase todos escondidos. A imagem em close up da mandíbula desse jacaré-do-pantanal (Caiman yacare) pode ser útil em aulas de Biologia para demonstrar essa forma diferença entre os dois animais.

Efeito Tyndall registrado em laboratório de Física. O feixe do laser pôde ser observado devido à sua dispersão em partículas coloidais (pó de giz).

O conceito de “cegueira botânica” foi introduzido por James H. Wandersee e Elisabeth E. Schussler no contexto da educação científica para designar uma limitação cognitiva e cultural na percepção das plantas no ambiente. Trata-se da tendência humana de não notar as plantas como organismos vivos ativos, de subestimar sua importância ecológica e de negligenciar sua diversidade, frequentemente percebendo-as apenas como pano de fundo para a vida animal.

Do ponto de vista cognitivo, a cegueira botânica está associada a vieses atencionais e perceptivos. O sistema visual humano, moldado evolutivamente para detectar movimento e potenciais ameaças, privilegia estímulos dinâmicos (como animais) em detrimento de organismos relativamente estáticos, como as plantas. Esse viés é reforçado por processos culturais e educacionais que historicamente conferem maior destaque à zoologia do que à botânica, reduzindo a exposição sistemática dos indivíduos à complexidade funcional e evolutiva dos vegetais.

No plano epistemológico e educacional, a cegueira botânica implica uma lacuna na alfabetização científica, pois compromete a compreensão de processos fundamentais como fotossíntese, ciclos biogeoquímicos e interações ecológicas. Além disso, possui implicações diretas para a conservação ambiental, uma vez que a subvalorização das plantas dificulta o reconhecimento de sua centralidade na manutenção da biosfera e na sustentação das cadeias tróficas.

Portanto, o termo não se limita a uma simples desatenção perceptiva, mas expressa um fenômeno multifatorial que articula dimensões cognitivas, culturais e pedagógicas, com consequências relevantes para a formação científica e para a relação sociedade-natureza.

A Fotografia Científica pode contribuir para minimizar esse fenômeno, por meio de imagens de plantas que despertem a atenção das pessoas.

Atuação profissional

Sou docente da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde coordeno o Núcleo de Fotografia - grupo de estudos, pesquisas e extensão universitária que integra Ciência e Arte com a finalidade de promover processos de ensino-aprendizagem de Ciências da Natureza.

Atividades extensionistas

As atividades formativas do Núcleo de Fotografia Científica destinam-se à formação em fotografia para a comunidade acadêmica e público em geral, promovendo a disseminação do conhecimento produzido na universidade.

Currículo Lattes